



Cirurgia minimamente invasiva:
vale a pena?
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Por Catarina Bacelar Giehl Alarcao
CRM-SC 37473
RQE 25728
A palavra “cirurgia” ainda assusta muita gente. Imagens de cortes grandes, recuperação dolorosa e internações longas vêm à cabeça. Mas a medicina evoluiu — e muito. Hoje, muitos procedimentos podem ser feitos de forma minimamente invasiva, com cortes pequenos, menos dor e alta mais rápida. Mas… será que essa abordagem vale pra todo mundo? E na coloproctologia, ela se aplica mesmo?
O que é cirurgia minimamente invasiva?
É toda técnica cirúrgica que utiliza cortes menores, com menos agressão ao corpo, normalmente com auxílio de câmeras, pinças delicadas, energia (como laser) ou até robôs. As vias mais comuns são:
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Laparoscopia
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Cirurgia robótica
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Laser cirúrgico
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Técnicas transanais com visualização direta
Na coloproctologia, onde ela entra?
Essa abordagem tem ganhado cada vez mais espaço em:
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Cirurgias para endometriose intestinal
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Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, retocolite)
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Retirada de tumores intestinais
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Tratamento de fístulas e abscessos
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Cirurgias de hemorroida, fissura e outras doenças anorretais, com uso de laser
Quais as vantagens reais?
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Menor dor no pós-operatório
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Recuperação mais rápida
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Menor risco de infecção
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Menor tempo de internação
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Cicatrizes menores e mais discretas
Mas nem tudo é para todos…
É importante saber que a indicação depende do caso clínico, do estágio da doença e da experiência da equipe. Em alguns casos, como doenças muito avançadas ou em situações de urgência, pode ser necessário recorrer a técnicas convencionais. O importante é que a decisão seja baseada na segurança e no melhor resultado para o paciente.
E o laser, vale a pena?
Sim! O laser é uma das ferramentas mais promissoras da coloproctologia moderna. Em casos de hemorroidas, fissuras e fístulas, ele permite maior precisão, menor trauma e cicatrização mais suave. Mas, de novo: é preciso avaliar cada caso. Laser não é “modinha” — é tecnologia com critério.
Conclusão: informação é melhor que medo
A cirurgia minimamente invasiva representa um avanço enorme na medicina moderna. E quando bem indicada, ela transforma a experiência do paciente: menos dor, mais segurança, mais autonomia.
Você não precisa sofrer pra se tratar. Modernidade e cuidado caminham juntos.